Após esse período de silêncio volto a discorrer sobre temas que importunam meu espírito, no final das contas surgem cada vez mais altas indagações que transcendem o comum. Mas disso tudo já resta uma certa "esperança" de que estou no caminho certo visando fortalecer o espírito e eliminar as fraquezas. Tenho pensado na carência de pessoas para discutir certas inquietudes, gostaria de partilhar com tantas outras tantas investigações e conclusões, porém, já percebi que alguns conhecimentos estão reservados a espíritos mais apurados no trato com as coisas transcendentais. É que certos temas carecem antes da manifestação de inquietudes natas na individualidade. Penso assim pelo fato de que alguns conhecimentos quando penetram em mentes e corações despreparados tem o efeito de uma bomba atômica, levantando um cogumelo enorme de exultação que aos poucos vai se desfazendo, e o conhecimento que antes era valioso acaba se tornando banal por inexistir uma base sólida que o sustêm. Penso que isso explica as citações e pensamentos decorados e recitados por tantas pessoas como "mantras". A verdade é que a chama da inteligência se não tiver origem na experiência e no estudo tende a ir se apagando, até reinar novamente as trevas da ignorância. A vivência possibilita a comprovação. Experiência não se transmite, apenas se adquire com o tempo. A humanidade tem acumulado uma quantidade enorme de conhecimentos que foram lançados em espíritos despreparados cujo resultado se concretizou em algo não natural e espontâneo do ser, mas mera "cópia" e utilização indevida da verdade antes descoberta aos olhos da ignorância. Penso que os avanços e retrocessos da humanidade acontecem por conta dessa superficialidade e despreparo dos seres no contato com verdades transcendentais. A biblia já menciona "não jogueis pérolas aos porcos" e isso é uma verdade e realidade que começa a se descortinar à minha inteligência. Não é possível compartilhar pensamentos elevados com mentes mesquinhas e despreparadas. Antes de tudo é necessário uma preparação prévia que decorra da própria necessidade individual de buscar respostas a suas inquietudes. A verdade, assim como a justiça, o bom senso, etc, são bens preciosos que poucos conseguem alcançar e manter atuantes em seus espíritos.
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