A logosofia ensina que é necessário despir-se da personalidade, uma vez que esta é uma representação em que o ser se propõe atuar enganando a si mesmo.
É como uma parede caiada (pintada de cal) cuja aparência momentânea esconde as falhas próprias, porém, as rachaduras e trincas estão ali presentes.
A maioria de nós propositalmente veste as máscaras da personalidade em situações específicas. Diante de algumas pessoas nos comportamos de uma maneira, e diante de outras já mudamos radicalmente o comportamento. Essa tendência de agradar aos outros, de fingir ser quem realmente não se é, para os mais diversos propósitos, torna o ser desprovido de sua própria identidade, pois de tanto mudar de papéis acaba esquecendo a realidade do seu próprio existir - perdido entre as muitas atuações que adota na vida diária.
E assim a realidade do que se é fica mascarada.
Penso que ao agradar a todos se torna impossível agradar a si mesmo, devido à constante mudança e alterações comportamentais que requerem muita energia.
Muitas vezes sozinho conosco mesmos pressentimos a pobreza de espírito e tantas falhas enraizadas que desfiguram a perfeição do ser. Então se busca tantas ocupações, meras distrações para fugir de si mesmo, vivendo no círculo vicioso do engano e da mentira.
Ao se tornar autêntico, também corremos o risco de manifestar claramente nossas falhas, porém, tal circunstância permite agir no sentido de corrigi-las, quer seja por consequencia da situação vergonhosa com que nos colocamos, ou, até mesmo pela indicação daqueles que nos cercam.
A realidade do que realmente somos pode em um primeiro momento nos assustar, porém, viver sob o signo da aparência caiada, ao final, causará a ruína de toda nossa existência.
Muitas pessoas não mostram quem realmente são, pois já incorporaram de tal forma a máscara da personalidade que lhes é impossível despir-se do engano em que vivem.
Cabe a cada um despir-se da máscara do erro e do engano.
Para se conhecer melhor...
As anotações aqui levadas a efeito se baseiam principalmente nos ensinamentos logosóficos, bem como nos demais estudos, observações, percepções e comprovações práticas na minha própria vida.
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
ensinamentos:
"(...) Se se penetra em um quarto escuro no qual, gradualmente, vai se fazendo a luz, se perceberá, pouco a pouco, tudo quanto nele existe. Somente então começará o interesse para ver as coisas, para estudá-las e valorizá-las, pois, antes, ao não haver luz, não despertavam nenhum interesse, já que, apesar de existir, não haviam tomado contato direto com a inteligência, porque esta não as via. Do mesmo modo, quando não há luz na mente, quando se permanece às escuras a respeito de tantos conhecimentos que existem, estes, apesar de existirem, não podem ser descobertos pelos olhos daqueles que não estão capacitados para ver, sendo como se não existissem. (...) Tais conhecimentos existem, ao contrário, para aqueles que souberam tomar contato com as coisas criadas, com as coisas que ocupam seu lugar em cada parte, em cada lugar por onde transitam ou por onde costumam passar durante a vida. É que aquele que desperta sua vocação superior, converte-se em um verdadeiro investigador, em um trabalhador incansável, que busca o saber, o verdadeiro saber, ou seja, o conhecimento que não só dá a satisfação de ter algo mais em posse, mas também expande a vida, dotando-a de uma força superior. Isto é o grande e o interessante para todos"
"(...) Se se penetra em um quarto escuro no qual, gradualmente, vai se fazendo a luz, se perceberá, pouco a pouco, tudo quanto nele existe. Somente então começará o interesse para ver as coisas, para estudá-las e valorizá-las, pois, antes, ao não haver luz, não despertavam nenhum interesse, já que, apesar de existir, não haviam tomado contato direto com a inteligência, porque esta não as via. Do mesmo modo, quando não há luz na mente, quando se permanece às escuras a respeito de tantos conhecimentos que existem, estes, apesar de existirem, não podem ser descobertos pelos olhos daqueles que não estão capacitados para ver, sendo como se não existissem. (...) Tais conhecimentos existem, ao contrário, para aqueles que souberam tomar contato com as coisas criadas, com as coisas que ocupam seu lugar em cada parte, em cada lugar por onde transitam ou por onde costumam passar durante a vida. É que aquele que desperta sua vocação superior, converte-se em um verdadeiro investigador, em um trabalhador incansável, que busca o saber, o verdadeiro saber, ou seja, o conhecimento que não só dá a satisfação de ter algo mais em posse, mas também expande a vida, dotando-a de uma força superior. Isto é o grande e o interessante para todos"
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Exemplo prático do ensinamento
Há duas coisas que o ser humano se sujeita fazer; e que determinam o tipo de vida que irá possuir, quer seja consciente ou inconscientemente.
A primeira delas é pensar (pois é impossível parar de pensar). Nosso cérebro esta em constante movimento. A segunda é sentir, também é impossível parar de sentir.
A direção que imprimimos à vida irá depender do pleno domínio dos pensamentos e sentimentos.
Em relação aos maus pensamentos e outras falhas de caráter que daí decorrem é preciso adotar um "pensamento autoridade". Quanto aos sentimentos é preciso criar estímulos que mantenham a chama da vontade acesa, alimentando constantemente a consciência da necessidade de ser melhor a cada instante da vida.
Um exemplo prático é o uso do cinto de segurança, que muitos ignoram sua existência nos veículos. É preciso ter a plena consciência de que sua finalidade é salvar vidas e manter a integridade do corpo humano, após isso manter um pensamento autoridade no sentido de sempre usá-lo, independente da distância que irá percorrer no uso do veículo: "Sento no volante e automaticamente coloco o sinto". A lei da repetição irá solidificar essa prática até que o uso torne a ser algo natural.
O que vemos é que muitas pessoas são levadas por pensamento errados e distorcidos da realidade e do momento em que se vive, ou ainda são levadas por uma "vontade fraca", não fazendo uso da consciência lúcida e atuante para o próprio bem do ser.
Mas a mesma lei da repetição faz com que sejam gerados estímulos viciosos e maléficos que conduzem a costumes e julgamentos falhos. Muitas vezes noto que certos pensamentos erroneos e alheios tentam se impor na condução da minha vida.
No caso do cinto de segurança eles se apresentam da seguinte forma: "não gosto de usar..." (manifestando uma vontade fraca quanto ao certo); "acho incômodo ter que ficar colocando e retirando a todo momento" (pensamento falho e vontade fraca); "só até ali, não há perigo..." (mal julgamento); etc. E assim são inumeráveis os pensamentos e sentimentos com desculpas para o não uso do cinto.
Eis as perguntas da consciência: Não seria melhor ser guiado por um pensamento mais inteligente e útil para os instantes da vida? Qual seria o motivo de entregar-se a uma vontade fraca e defeituosa?
Bem, o caso prático do cinto é um exemplo de como é possível vencer a si mesmo em benefício de uma conduta mais inteligente e útil.
O certo é que o homem mais sábio do mundo só pode ser encontrado dentro de nós mesmos, no pleno domínio de si mesmo. Então procuremos ser fortes, valentes, imbatíveis....
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A irritabilidade
Esta deficiência é outra das que violentam o caráter e ocasiona angústia no ânimo. É tipicamente uma deficiência que se esconde, muitas vezes, sob uma modalidade aparentemente calma e também sob a face jovial do indivíduo.
Suas origens estão nos conflitos internos que cada um trava diariamente, tendo intima relação com o sentir e o pensar. Os que sofrem desse grande mal revelam em certas circunstâncias um estado de desgosto com manifestações contraditórias do ânimo, parecendo ser uma outra pessoa quando a deficiência se manifesta.
A instante de otimismo segue-se bruscamente outro de pessimismo; a de prazer segue outro de aspereza com adoção de conduta descontrolada e ríspida ao extremo.
O certo é que persiste um descontentamento que aflora por qualquer circunstância que desagrada. Nessas ocasiões surge um misto de amargura e violência, decorrente da constante crise de ânimo.
A irritabilidade é fator de perturbação psíquica e moral que trai constantemente o ser que dela sofre, e também trai o próprio sentir. São situações impensadas e inconscientes que envergonham o caráter do ser desencadeando o auge da deficiência na grosseria, na estupidez,etc.
Esse descontrole mental impera mesmo nas pessoas de boa educação, causando o desconcerto e a vergonha no semelhante. Quem tem algum parente ou outra pessoa próxima que sofre desse mal entende bem o que estou dizendo.
Algumas outras deficiências atuam junto com esta, sendo por elas acentuada, tais como a inveja, que costuma oferecer múltiplos motivos para a reação violenta do ânimo.
Para construir barreiras de contenções dessa deficiência, até seu total extermínio do caráter do ser, é necessário adotar o comedimento - sedativo psicológico que modera as asperezas do temperamento.
O comedimento é a virtude natural dos grandes seres. Mas para adquirir tal virtude é necessário rastrear os indícios e sintomas que fazem desencadear a irritabilidade, para depois ir buscando meios de contê-la até o golpe final de seu extermínio.
É um fato comprovado que o ser irritante, intolerante e agressivo tem sido uma tendência comum nos dias atuais, ninguém tem paciência e tolerância com outro e assim sucessivamente as deficiências vão dominando o caráter dos seres.
O ser que sofre dessa deficiência põe em guarda e desconfiança todos aqueles que com ele convivem.
As vitórias parciais contra tal deficiência são adquiridas ao desfrutar a fundo as delícias que proporciona o prazer de vencer uma faceta tão prejudicia ao ser.
Não digo que tenho superado integralmente tal deficiência, pois toda e qualquer deficiência que não seja constantemente vigiada acaba se manifestando inesperadamente, mas todos quantos tem consciência de sua existência e procurar combatê-la já se encontram em um níve mais avançado de existência.
No meu caso a impaciência, a pressa e a falta de domínio do tempo se apresentam como indícios de uma manifestação indevida dessa deficiência. O mais importante de tudo é manter a plena consciência do que se vive e sente a cada momento. "Sempre alerta!", como diriam os escoteiros.
Suas origens estão nos conflitos internos que cada um trava diariamente, tendo intima relação com o sentir e o pensar. Os que sofrem desse grande mal revelam em certas circunstâncias um estado de desgosto com manifestações contraditórias do ânimo, parecendo ser uma outra pessoa quando a deficiência se manifesta.
A instante de otimismo segue-se bruscamente outro de pessimismo; a de prazer segue outro de aspereza com adoção de conduta descontrolada e ríspida ao extremo.
O certo é que persiste um descontentamento que aflora por qualquer circunstância que desagrada. Nessas ocasiões surge um misto de amargura e violência, decorrente da constante crise de ânimo.
A irritabilidade é fator de perturbação psíquica e moral que trai constantemente o ser que dela sofre, e também trai o próprio sentir. São situações impensadas e inconscientes que envergonham o caráter do ser desencadeando o auge da deficiência na grosseria, na estupidez,etc.
Esse descontrole mental impera mesmo nas pessoas de boa educação, causando o desconcerto e a vergonha no semelhante. Quem tem algum parente ou outra pessoa próxima que sofre desse mal entende bem o que estou dizendo.
Algumas outras deficiências atuam junto com esta, sendo por elas acentuada, tais como a inveja, que costuma oferecer múltiplos motivos para a reação violenta do ânimo.
Para construir barreiras de contenções dessa deficiência, até seu total extermínio do caráter do ser, é necessário adotar o comedimento - sedativo psicológico que modera as asperezas do temperamento.
O comedimento é a virtude natural dos grandes seres. Mas para adquirir tal virtude é necessário rastrear os indícios e sintomas que fazem desencadear a irritabilidade, para depois ir buscando meios de contê-la até o golpe final de seu extermínio.
É um fato comprovado que o ser irritante, intolerante e agressivo tem sido uma tendência comum nos dias atuais, ninguém tem paciência e tolerância com outro e assim sucessivamente as deficiências vão dominando o caráter dos seres.
O ser que sofre dessa deficiência põe em guarda e desconfiança todos aqueles que com ele convivem.
As vitórias parciais contra tal deficiência são adquiridas ao desfrutar a fundo as delícias que proporciona o prazer de vencer uma faceta tão prejudicia ao ser.
Não digo que tenho superado integralmente tal deficiência, pois toda e qualquer deficiência que não seja constantemente vigiada acaba se manifestando inesperadamente, mas todos quantos tem consciência de sua existência e procurar combatê-la já se encontram em um níve mais avançado de existência.
No meu caso a impaciência, a pressa e a falta de domínio do tempo se apresentam como indícios de uma manifestação indevida dessa deficiência. O mais importante de tudo é manter a plena consciência do que se vive e sente a cada momento. "Sempre alerta!", como diriam os escoteiros.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A impulsividade
A impulsividade é um pensamento impetuoso que provoca a reação da mente em certas circustâncias da vida, sendo na maioria das vezes um ato irrefletido. Essa é uma das deficiências que encontro dificuldade para combater, pois a mente acaba agindo conforme o costume erroneamente adquirido de agir sem pensar.
Como todas as deficiências, a impulsividade passa a influir sobre as demais, tendo íntima relação com a indiscrição, pois se acaba expressando o que se sente e pensa de outra pessoa, quando o trato na convivência desaconselha tal proceder.
Tenho notado que a impulsividade guarda estreita relação com a impaciência, pois muitas vezes o agir impulsivo tem origem numa falta de autocontrole dos pensamentos e sentimentos.
O certo é que, no meu caso, a impulsividade afeta a paz interior.
Há também uma associação da impulsividade com o excesso de suscetibilidade (qualquer coisa já irrita), a presunção, etc, motivo pelo qual o impacto que tal ato produz nos outros inicialmente passa despercebido.
Os efeitos prejudiciais dessa deficiência acaba sendo notado muito mais pelos outros do que por mim mesmo. Muitas vezes ao ouvir de outra pessoa a grave consequencia do agir impulsivo é que percebo o quanto isso afeta a mim mesmo e aos outros.
Esse agir impulsivo sempre acontece fora de hora, sem reflexão, sem cálculo, sem medida, sem consciência, e afeta não só a parte mental, mas também a emotiva, pois os excessos emotivos tem origem na impulsividade.
E para combater esse grande mal de meu caráter estou praticando o hábito da contenção, dominando a reação impulsiva até vencê-la completamente. Mas ainda foge do controle certas vezes.
O caminho experimental e prático que estou seguindo é o de anotar as circunstâncias em que a impulsividade se manifesta para, em seguida, colocar em prática formas e meios de contenção.
Essas circunstâncias, no meu caso, são a falta de paciência e tolerância, a falta de controle dos pensamentos e sentimentos, até mesmo o egoísmo em alguns casos.
Tenho pensado que a impulsividade é só a ponta do iceberg que dá forma a outras deficiências arraigadas...
Como todas as deficiências, a impulsividade passa a influir sobre as demais, tendo íntima relação com a indiscrição, pois se acaba expressando o que se sente e pensa de outra pessoa, quando o trato na convivência desaconselha tal proceder.
Tenho notado que a impulsividade guarda estreita relação com a impaciência, pois muitas vezes o agir impulsivo tem origem numa falta de autocontrole dos pensamentos e sentimentos.
O certo é que, no meu caso, a impulsividade afeta a paz interior.
Há também uma associação da impulsividade com o excesso de suscetibilidade (qualquer coisa já irrita), a presunção, etc, motivo pelo qual o impacto que tal ato produz nos outros inicialmente passa despercebido.
Os efeitos prejudiciais dessa deficiência acaba sendo notado muito mais pelos outros do que por mim mesmo. Muitas vezes ao ouvir de outra pessoa a grave consequencia do agir impulsivo é que percebo o quanto isso afeta a mim mesmo e aos outros.
Esse agir impulsivo sempre acontece fora de hora, sem reflexão, sem cálculo, sem medida, sem consciência, e afeta não só a parte mental, mas também a emotiva, pois os excessos emotivos tem origem na impulsividade.
E para combater esse grande mal de meu caráter estou praticando o hábito da contenção, dominando a reação impulsiva até vencê-la completamente. Mas ainda foge do controle certas vezes.
O caminho experimental e prático que estou seguindo é o de anotar as circunstâncias em que a impulsividade se manifesta para, em seguida, colocar em prática formas e meios de contenção.
Essas circunstâncias, no meu caso, são a falta de paciência e tolerância, a falta de controle dos pensamentos e sentimentos, até mesmo o egoísmo em alguns casos.
Tenho pensado que a impulsividade é só a ponta do iceberg que dá forma a outras deficiências arraigadas...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Para ser grande é preciso antes medir a própria pequenez
A missão do homem na terra é buscar a perfeição, visando integrar-se à Sabedoria de Deus. Mas tamanha meta não pode ser alcançada sem abnegação, sacrifícios, humildade e grande paciência para vencer as dificuldades
Se existe uma certa facilitação no caminho da perfeição esta pode ser encontrada nas observações pessoais, nas ralizações comum das vivências e comprovações das verdades que vão se descortinando ao espírito.
O certo é que a responsabilidade é sempre individual, cujo esforço deve ser empreendido com todas as forças da alma. A sabedoria de Deus, contida na própria criação, não pode ser abarcada pelo homem sem uma preparação capaz de alcançar tal finalidade.
É preciso ter o ouvido preparado e o entendimento apto para compreender os mistérios de Deus e de toda Sua criação.
As bases firmes da preparação estão no conhecimento das próprias deficiências, em muita meditação, estudo e observação de maneira ininterrupta, para que nada escape da compreensão de como se manifesta a Sabedoria do Criador.
É preciso ir extraindo todo o mal e aparência do mesmo em cada um de nós, pois só assim é possível vicejar a saúde e vitalidade do espírito, superando a pequenez e a limitação do que é material. Com isso já se principia a penetrar na seara dos conhecimentos transcendentais.
Todos sabemos que é impossível realizar um grande esforço sem preparação física, já que para correr longas distâncias é preciso aptidão adquirida com muito treinamento.
Os mistérios do Criador carecem de muito zelo, preparação e perseverança, sob pena de o homem perder-se na busca, passando a trilhar caminhos desvairados.
Se existe uma certa facilitação no caminho da perfeição esta pode ser encontrada nas observações pessoais, nas ralizações comum das vivências e comprovações das verdades que vão se descortinando ao espírito.
O certo é que a responsabilidade é sempre individual, cujo esforço deve ser empreendido com todas as forças da alma. A sabedoria de Deus, contida na própria criação, não pode ser abarcada pelo homem sem uma preparação capaz de alcançar tal finalidade.
É preciso ter o ouvido preparado e o entendimento apto para compreender os mistérios de Deus e de toda Sua criação.
As bases firmes da preparação estão no conhecimento das próprias deficiências, em muita meditação, estudo e observação de maneira ininterrupta, para que nada escape da compreensão de como se manifesta a Sabedoria do Criador.
É preciso ir extraindo todo o mal e aparência do mesmo em cada um de nós, pois só assim é possível vicejar a saúde e vitalidade do espírito, superando a pequenez e a limitação do que é material. Com isso já se principia a penetrar na seara dos conhecimentos transcendentais.
Todos sabemos que é impossível realizar um grande esforço sem preparação física, já que para correr longas distâncias é preciso aptidão adquirida com muito treinamento.
Os mistérios do Criador carecem de muito zelo, preparação e perseverança, sob pena de o homem perder-se na busca, passando a trilhar caminhos desvairados.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A transformação.
Para ser o que não se é devemos principiar deixando de ser o que somos. O estado atual é diferente do estado pretendido, sendo que entre ambos existe a necessidade de se praticar comportamentos com vistas àquele fim. O milagre da transformação de nós mesmos não provém de fora mas do nosso íntimo. Ora, se o inesperado é algo que faz parte dos relacionamentos externos, quanto mais o interno. O bem que queremos fazer não conseguimos mas o mal estamos sempre praticando. É preciso combater essas atitudes súbitas que distorcem a grandeza do nosso caráter. A inteligência é um processo pelo qual selecionamos comportamentos e posturas para atingir o bem, e para o melhor de nós mesmos, do contrário de inteligência não se trata. A eficácia e riqueza de nossas decisões guardam estreita relação com a atenção (observação constante dos pensamentos e atitudes) e seleção da conduta acertada. Por fim, nunca devemos esquecer da atuação das emoções que na maioria das vezes é impossível combater, raramente se bloqueia emoções, porém, seguramente é possível atenuar e em alguns casos eliminar seus efeitos prejudiciais.
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