Para ser o que não se é devemos principiar deixando de ser o que somos. O estado atual é diferente do estado pretendido, sendo que entre ambos existe a necessidade de se praticar comportamentos com vistas àquele fim. O milagre da transformação de nós mesmos não provém de fora mas do nosso íntimo. Ora, se o inesperado é algo que faz parte dos relacionamentos externos, quanto mais o interno. O bem que queremos fazer não conseguimos mas o mal estamos sempre praticando. É preciso combater essas atitudes súbitas que distorcem a grandeza do nosso caráter. A inteligência é um processo pelo qual selecionamos comportamentos e posturas para atingir o bem, e para o melhor de nós mesmos, do contrário de inteligência não se trata. A eficácia e riqueza de nossas decisões guardam estreita relação com a atenção (observação constante dos pensamentos e atitudes) e seleção da conduta acertada. Por fim, nunca devemos esquecer da atuação das emoções que na maioria das vezes é impossível combater, raramente se bloqueia emoções, porém, seguramente é possível atenuar e em alguns casos eliminar seus efeitos prejudiciais.
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