sábado, 31 de janeiro de 2009

Para ser melhor.

"Es el trabajo asiduo, la observación aguda y constante y la aplicación práctica del conocimiento, lo que permite el ejercicio consciente del sistema mental, favoreciendo y agilizando los movimientos internos según sean las necesidades lógicas provocadas por las exigencias de la evolución, dirigida ya por quien se haya iniciado en as excelencias de ese arte." Colleción de la revista logosófica número 3, pág. 24
Antes de tudo quero dizer que estou resistindo a vontade de escrever diariamente, pois pretendo melhor refinar, estudar, praticar e comprovar a utilidade dos ensinamentos logosóficos na minha vida. É melhor fazer menos, porém, com uma qualidade melhor, do que fazer muito sem muito proveito eficiente e prático no desenvolvimento individual.
O avanço do conhecimento científico/tecnológico tem contribuído de forma inimaginável para a melhoria da qualidade de vida do homem, daí já podemos vislumbrar o passo gigantesco que é possível dar nos planos superiores em que atua o espírito, cuja jornada de evoluir conscientemente resultará na superação de todos obstáculos que impedem a plena realização humana.
É preciso e urgente que o espírito reine, equilibradamente, sobre os atos da vida, de tal forma que a própria eternidade se abre para nós, nos dando a oportunidade de conquistar tudo o que de máximo o ser humano pode alcançar.
Não há solução coletiva para o bem estar da humanidade. Dito isso é preciso apontar qual o caminho a ser percorrido, portanto, eu penso que cada ser tem a responsabilidade de buscar acesso a soluções individuais, de modo que assim, progressivamente e conscientemente, o coletivo será abarcado totalmente, beneficiando a todos indistintamente.
Mas sejamos realistas e principalmente práticos, pois ciente dos benefícios da evolução individual consciente é preciso nos perguntarmos o seguinte: até que ponto estamos comprometidos com os novos conhecimentos que se vai descortinando aos nossos conhecimentos?
A base firme e sólida do conhecimento só pode ser atinjida, em sua essência, pela vivência comprobatória em cada instante de nossas vidas.
O conhecimento não pode jamais ficar no plano ilustrativo, apenas no campo das idéias, ou somente como grandes aspirações, sob pena de sua total inutilidade. Estou convencido de que não posto em prática pouquísimo ou nada irá contribuir para o definitivo progresso individual e coletivo da humanidade.
Não é possível atinjir planos superiores da evolução consciente apenas pelo intercâmbio de idéias e compreensões, mas sim pelo empenho individual, sem precedentes na vida, buscando a essência das verdades universais pela prática e convicção profunda dos conhecimentos logosóficos. (texto baseado em palestras e estudos logosóficos individuais)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A veemência

A veemência se manifesta quando atitudes irrefletidas prevalecem sobre a lucidez e racionalidade, contrariando até mesmo o bom senso.
No meu caso, na maioria das vezes, o que desencadeia tal deficiência é a impulsividade, motivo pelo qual, nesses momentos vergonhosos, não tenho o domínio de mim mesmo e quando vou refletir mais calmamente é que percebo o erro do meu procedimento.
Notei também que sempre fica prejudicada a troca de experiências, já que agindo pelo impulso dou passos no sentido de uma confrontação, de oposição, enveredando para discussões inúteis que nada acrescentam a mim, tornando nulo o meu desenvolvimento e aperfeiçoamento.
É uma deficiência sutil, já que aparentemente nos dá a satisfação de ter vencido o embate (no grito, como dizem), porém, a verdade incontestável, investigada a fundo, põe a descoberto o arrebatamento instável.
O veemente, por agir inconsciente de sua deficiência, se vê convencido que é o detentor da razão, violando sua própria consciência e sua integridade.
Os meios e mecanismos utilizados para alimentar a veemência são os mais diverso, no meu caso, já identifiquei claramente alguns, que são: a teimosia (impor idéias e opiniões por insistência); falta de moderação e bom senso (donde o ser se agarra a qualquer argumento, por mais absurdo que seja, para levar ao extremo a defesa do seu ponto de vista); superestimação do ego (achar sempre que é "o tal" dono da razão-quando a razão lhe falta),etc
Vencer essa deficiência é tarefa que não se cumpre antes da clara identificação dos mecanismos e estratagemas que reiteradamente a sustentam.
É preciso fazer uso constante da serenidade, autocontrole, uso da razão, paciência, tolerância, enfim, pensar antes de agir precipitadamente, estar plenamente ciente e consciente de cada instante da minha vida, no pleno domínio e controle de mim mesmo.
A persistência e vigilância no combate de tal deficiência faz surgir novas formas e virtudes de aperfeiçoamento. Uma das virtudes é uma compreensão e maior tolerância para com o próximo, abrindo caminho para o diálogo franco e sincero, em busca de uma convergência de idéias e atitudes que possam beneficiar ambos envolvidos. De tal forma que se torna desnecessário impor qualquer tipo de pensamento, idéia ou conceito, pois cada qual acaba por fazer suas próprias escolhas, para o bem ou para o mal.
Disso se verifica que a prevalência dessa deficiência é tarefa prejudicial ao bom convívio, e, principalmente a si mesmo, já que o falto de razão e esclarecimnto nada tem a perder agindo com sua ignorância e estupidez.
A maior virtude que pode ser adquirida no combate da veemência é a tolerância, no meu ponto de vista, pois passo a reconhecer a ampla liberdade de cada um, já que todos tem o direito de ser, pensar, expressar e atuar livremente como bem entender, sem que a isso lhe seja imposto qualquer pensamento, idéia ou conceito de algo.
Mas não se pode ignorar que são pelos pensamentos, idéias e condutas que as pessoas de bem atraem umas as outras, pelo exemplo incontestável de sua própria vida.
É trabalhosa e incansável essa luta contra nossas falhas, por isso poucos se dispoem a tal empreitada, mas o gratificante de tudo se apresenta em nosso íntimo, sendo notado pelos que nos rodeiam, como uma fonte que jorra novas perspectivas e estímulos para uma vida melhor.
E assim vamos moldando essa nova criatura humana que nos tornamos, possibilitando com nossos pensamentos e ações mudar as pessoas e o mundo, no mais acertado intercâmbio com a família, os amigos, no trabalho e onde quer que possamos ir, sempre carregando em nós essa vontade de ser melhor. Tudo isso para o nosso próprio bem e para o bem dos demais, construindo um mundo melhor.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A falta de vontade.



A falta de vontade é um estado de entorpecimento mental que impossibilita o uso da razão e da reflexão, portanto, impede o uso do pensamento.
Eu visualizo a vontade como o “motor de partida” que faz girar as engrenagens da inteligência para um determinado fim. De modo que a inércia desse “motor de partida” faz imperar o estado letárgico de apatia, de prostação moral, etc., dando azo a que outras deficiências proliferem, tais como: a indisciplina, a inconstância, negligência, a propensão ao fácil, ao descuido, a confiar no acaso, tornando o ser um fantoche desprovido de ação própria, encarcerado que fica, pelo que até sua liberdade deixa de existir, pois já não mais vislumbra outras opções e escolhas diante da vida.
Os exemplos práticos se manifestam nas mais variadas formas, desde aquela “preguiça” no momento em que acordamos (certos dias faltam vontade até pra levantar da cama) até o repousar (eu me pergunto quantos tem preguiça de escovar os dentes para dormir), e outras situações que cabe a cada um observar e combater com firmeza e constância. Isso não é vontade de não fazer nada, muito pelo contrário, é falta de vontade mesmo.
Mas como combater essa falta de vontade? Os meus estudos logosóficos e afins apontam para o fato de que é preciso estar atento, nas palavras do grande Fernando Pessoa “...põe quanto és no mínimo que fazes..”, e ter plena consciência de que há dois fatores que desencadeiam a vontade, são eles – a necessidade e o estímulo.
A logosofia nos ensina que a necessidade é um impulso automático originário na urgência de se fazer algo, um reflexo inconsciente que põe a vontade em ação.
Ensina também que a força necessária para o ato de agir já se encontra dentro de nós, apenas lhe faltando a consciência disso, isso na linha de pensamento de que do nada logicamente nada pode surgir, portanto, não se trata da noção comum e corriqueira de que diante de certas circunstâncias tiramos forças de onde não temos, o certo é que tiramos forças insuspeitadamente alojadas em nosso íntimo.
Disso já é possível abstrair a necessidade de gerar em nós impulsos que façam girar as engrenagens e consequentemente vencer a inércia mental.
O estímulo, por sua vez, é o fator que, a meu ver, deve ser dado uma atenção especial, porque é ele quem mantém a chama da vontade acesa nas várias circunstâncias da vida.
Tal ocorre porque o estímulo não se apresenta como uma imposição da necessidade, mas sim uma satisfação para o ser. Imagino os estímulos como brasas sempre potenciais para combustão, cada vez que recebem o sopro da consciência ativa imediatamente fazem atuar a chama da vontade.
O ensinamento logosófico, que convém transcrever diz assim: “...temos de nos preparar para o longo percurso de nossa existência, abastecendo nossa vontade com estímulos capazes de satisfazer integralmente as necessidades da vida diária.”
Ainda em relação ao estímulo quero dizer que é preciso estar atento ao seu grau e valor, sob pena de o mesmo perder sua capacidade em orientar a vontade. Em outras palavras, quanto mais inestimável, duradouro e transcendental for o objetivo, maior deverá ser o refinamento do estímulo, pois só assim, conforme nos ensina a logosofia, haverá entusiasmo suficiente para manter a chama da vontade acesa.
Eu constatei que na prática é importante também confrontar a falta de vontade (preguiça tornada hábito) com uma decisão férrea e inflexível, ou seja, decidir agir e agir sem mais delongas. Essa confrontação dever ser amparada por uma resolução firme, inabalável e constante, ao mesmo tempo enérgica e irredutível, sem protelações, como um atleta de curta distância que se lança com todas as suas forças em busca da sua meta.
Essa decisão precisa ter origem dentro de nós mesmos, em nosso íntimo, porque na prática eu constatei que ela se torna mais efetiva. Estou dizendo isso porque iniciei sem a plena consciência que o ato requer, mas com os benefícios que eu colhi a importância e utilidade de tal conhecimento se tornou evidentes.
Se em alguma coisa minha experiência pode ser útil a alguém é no sentido de que o agir decididamente, mesmo que sem plena consciência no ínicio, não pode se sujeitar a muitas protelações, pois com os resultados nos tornamos mais conscientes da importância do método.
E para finalizar, convém citar Friedrich Shiller, escritor alemão, que disse: “é a vontade que faz o homem grande ou pequeno”.
Pensem nisso, e considerem os ensinamentos logosóficos no sentido de que se faz urgente sobrepor o empenho à apatia até triunfar no forcejo psicológico do aperfeiçoamento.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

É preciso agir.

"A grande finalidade da vida não é o conhecimento, mas ação". Thomas Huxley.
Embora exista uma infinidade de livros tratando dos mais variados temas do conhecimento humano, poucos são os que conseguem lançar luzes em seu próprio espírito de maneira a mudar seu destino.
O tempo, bem dos mais preciosos que disposmos, raramente é utilizado para o melhoramento individual. Isso ocorre, penso eu, dentre inúmeras outras circunstâncias, principalmente, pela carência individual de noções básicas sobre as potencialidades do ser. Aliás, alguém já disse que: "Se você aproveitar o tempo para melhorar o tempo aproveitará você para fazer maravilhas".
Eu penso que somente através do conhecimento de si mesmo, das infinitas potencialidades encerradas em nosso íntimo, é que podemos subir ao mais alto degrau de nós mesmos, alcançando a sabedoria.
Mas é preciso estar atento para o fato de que o conhecimento, por si só, encerrado na mente humana, se não levado ao campo da experimentação, pouco significa para o aperfeiçoamento individual.
A essência do que vemos, ouvimos e sentimos só pode ser captada nas experiências reais do vivido, pelo que as idéias, hipóteses e conceitos de que se ocupam os livros encerram apenas uma tentativa de abarcar o todo - que somente o espírito é capaz.
O espírito humano, ciente de suas potencialidades, ao colocar em prática o conhecimento possibilita criar novas aptidões que vão se aperfeiçoando numa espiral infinita, em constante movimento, cuja meta de perfeição se torna cada vez mais atingível.
As aptidões superiores somente cumprem a sua máxima efetividade se forem colocadas à provação experimental do viver. Nesse ponto, a ciência logosófica orienta que nenhum ensinamento logosófico deve ser admitido como verdadeiro e correto antes de ser experimentado e comprovado na vida de cada um de nós que almejamos evoluir conscientemente.
Evoluir conscientemente, a meu ver, compreende mergulhar em nós mesmos, estudar a própria configuração, entender como se dá as manifestações dos pensamentos, sentimentos e aspirações do espírito, para, em seguida, praticar o refinamento e aperfeiçoamento das aptidões e potencialidades, em mira a perfeição.
A verdadeira ciência que edifica o homem é aquela que orienta nos momentos distintos da obtenção do conhecimento, da prática experimental de suas afirmações, e, da abstração das verdades essenciais e universais para o desenvolvimento humano.
Por fim, quero registrar que os grandes homens que a humanidade teve o privilégio de conhecer não só transmitiram novos conhecimentos, mas, principalmente, vivenciaram as grandes verdades que anunciaram, inclusive, deram sua vidas por tais verdades, tudo para o benefício de nosso aperfeiçoamento.

domingo, 4 de janeiro de 2009

A identificação das deficiências e propensões




Inicio essas breves anotações, após detida reflexão sobre o tema, com a afirmação de que identificar as próprias deficiências não é tarefa fácil, requer muita coragem, ânimo, disposição e humildade.
Após uma breve leitura na obra _ Deficiências e Propensões do Ser Humano_ de autoria do Maestro Carlos Bernardo González Pecotche, Editora Logosófica, me dei conta de que é necessário estar atento à falsa modéstia quando se afirma possuir, sem maiores reflexões, certa deficiência ou propensão que de fato, sob análise mais detida, não existe em nós.
Deficiência, pelo que pude entender, é um pensamento negativo dominante que agindo de forma totalmente prejudicial a nossas maiores aspirações exerce pressão tamanha em nossa vontade que nos torna escravos desse modo errôneo de pensar.
O pensamento-deficiência se manifesta de várias formas, dentre elas: rancor-rancoroso; teima-teimoso; presunção-presunçoso; mentira-mentiroso; hipocrisia-hipócrita; vaidoso; intrometido; néscio, etc.
Propensão, por sua vez, é um pensamento que atua alimentando a tendência negativa gerada pela deficiência, impedindo as ações refletidas, fruto da razão, da observação, do sentir. A propensão afasta o juízo e incita ações inconscientes.
Somente um exame atento e meticuloso de nós mesmos é que pode identificar as deficiências e propensos que padecemos.
Nesse ponto eu penso que se o desconhecimento de uma deficiência ou propensão é uma falha caracterológica, também o é a irrefletida admissão de uma deficiência ou propensão inexistente.
A meu ver essa falsa “humildade” não tem outro objetivo senão furtar-se ao dever do auto-exame, da necessidade impostergável de conhecer a si mesmo, consequentemente um engano não dos outros, mas de nós mesmos.
Eu confesso que fiquei tentado, lendo a mencionada obra, em logo admitir de uma vez a maioria das deficiências e propensões ali descritas, pois tal atitude no primeiro momento se apresentou como caminho mais fácil a percorrer, porém, após uma reflexão mais profunda me convenci de que no tema deficiências e propensões o caminho a se percorrer é lento e árduo, ou seja, a laboriosa tarefa do auto-exame, estudo e prática dos conhecimentos que se vai adquirindo não pode ser corrompida com uma admissão irrefletida da falha que não há em mim.
Melhor dizendo, a identificação errônea de uma deficiência ou propensão já são em si mesmas uma flagrante deficiência.
A responsabilidade do ser é tamanha que, nas palavras do Maestro, se não houver um exame profundo e detalhado em seu íntimo, o homem pode defraudar a si mesmo.
É preciso colocar em ordem a mente, através de uma rigorosa seleção de pensamentos que frequentam a mesma, com a finalidade de exercer plena domínio dos pensamentos, e, pleno domínio da vontade.
É preciso adotar uma paciência inteligente como atitude mental, para que a falta de vontade não prejudique a evolução. Aliás, minha próxima postagem será justamente sobre a falta de vontade. Então, até a próxima.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O homem; as viagens

O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.


Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.


O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.


Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.


Restam outros sistemas fora
do solar a col-onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.

Carlos Drummond de Andrade.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

“Quem sabe o que pode leva considerável vantagem sobre aquele que desconhece seus recursos” Raumsol

Na palestra "A linguagem do Criador" o Maestro ensina que o ser humano, essencialmente, pode ser visto em dois aspectos nítidos - os evolutivos e os estacionários. Os que caminham para o esplendor da inteligência são evolutivos, pessoas que assumem a responsabilidade pela construção da felicidade dos dias futuros. Há também os que fecham as portas da própria inteligência e impedem as manifestações das suas potencialidades, esses são os estacionários.
A evolução do homem se dá naturalmente, pois a partir do nascimento já se manifesta a percepção de que é necessário superar as deficiências de enxergar, ouvir, compreender, discernir, falar, caminhar, pensar, etc. E assim a realidade do mundo e da vida individual vai se descortinando aos nossos olhos, nossa sensibilidade e nossa inteligência, pelo que passamos a experimentar os sucessos e fracassos de nossas aspirações em evoluir, ficando plasmado em nossa mente os fatos, representados por sons, imagens e palavras que contribuem direta ou indiretamente para moldar os nossos destinos.
Eu penso que a maior demonstração de gratidão que podemos dedicar ao Criador é manter em perfeita harmonia e equilibrío nossa capacidade física, mental e espiritual, já que o desequilíbrio que causamos a nós mesmos contraria a perfeição da criatura que somos, gerando sérias alterações no ritmo normal da vida. Tais alterações ocorrem no plano físico (doenças, vícios, etc.), no plano mental (viver na ignorância), e no espiritual (ausência de conhecimentos que transcendem ao comum e ordinário da vida).
É necessário, portanto, seguir o caminho natural que conduz à perfeição, através do esforço diário e ininterrupto rumo ao Criador, honrando o privilégio de termos sido criados a Sua imagem e semelhança.